Fonte: Imagem ilustrativa criada com auxílio de inteligência artificial.
Um bebê. Três pessoas.
Então por que, depois que o bebê chega, parece que a conta não fecha? Porque um bebê não acrescenta apenas uma pessoa à família.
Ele acrescenta mamadas, fraldas, consultas, roupas, noites interrompidas, preocupações, decisões, tarefas e uma quantidade enorme de coisas que precisam ser lembradas.
E, muitas vezes, enquanto todo mundo pergunta:
“Como está o bebê?”
quase ninguém pergunta:
“Como você está?”
É aí que começa uma das partes mais difíceis do puerpério.
A mãe pode estar cercada de pessoas e, ainda assim, sentir-se completamente sozinha.
A casa está cheia, mas a mãe está sozinha
Existe uma imagem muito bonita da chegada de um bebê.
A família reunida.
Todo mundo feliz. Visitas.
Presentes. Fotos.
Mas a realidade pode ser bem diferente.
Todo mundo feliz. Visitas.
Presentes. Fotos.
Mas a realidade pode ser bem diferente.
A mãe está cansada.
Talvez esteja com dor.
Talvez esteja tentando amamentar.
Talvez esteja com dor.
Talvez esteja tentando amamentar.
Talvez não tenha tomado banho.
Talvez esteja com fome.
Talvez tenha passado a noite acordada.
E, mesmo assim, as pessoas continuam perguntando:
“Posso pegar o bebê?”
Poucas perguntam:
“Você conseguiu comer?”
Essa diferença parece pequena. Não é.
Porque, durante o puerpério, é muito fácil a mulher desaparecer atrás da identidade de mãe.
Ter momentos de silêncio.
Ter alguém para assumir uma parte do peso.
Talvez esteja com fome.
Talvez tenha passado a noite acordada.
E, mesmo assim, as pessoas continuam perguntando:
“Posso pegar o bebê?”
Poucas perguntam:
“Você conseguiu comer?”
Essa diferença parece pequena. Não é.
Porque, durante o puerpério, é muito fácil a mulher desaparecer atrás da identidade de mãe.
Ela deixa de ser simplesmente uma pessoa que precisa de cuidados e passa a ser vista apenas como a pessoa que cuida.
Você pode amar profundamente seu bebê e sentir-se sozinha. Pode estar feliz e querer chorar.
Pode agradecer pela família e sentir saudade da vida anterior. Pode olhar para aquela criança e pensar:
“Eu faria qualquer coisa por você.”
E, cinco minutos depois:
“Eu só queria tomar um banho sozinha.”
Uma coisa não anula a outra.
A maternidade não precisa ser emocionalmente perfeita para ser cheia de amor.
Talvez uma das maiores injustiças seja fazer a mulher acreditar que, se está cansada, frustrada ou triste, significa que não está aproveitando a maternidade.
Amar não elimina o cansaço.
Imagine uma mãe que não está apenas cuidando do bebê.
A solidão do puerpério não significa falta de amor
Você pode amar profundamente seu bebê e sentir-se sozinha. Pode estar feliz e querer chorar.
Pode agradecer pela família e sentir saudade da vida anterior. Pode olhar para aquela criança e pensar:
“Eu faria qualquer coisa por você.”
E, cinco minutos depois:
“Eu só queria tomar um banho sozinha.”
Uma coisa não anula a outra.
A maternidade não precisa ser emocionalmente perfeita para ser cheia de amor.
Talvez uma das maiores injustiças seja fazer a mulher acreditar que, se está cansada, frustrada ou triste, significa que não está aproveitando a maternidade.
Amar não elimina o cansaço.
O que ninguém vê: a carga mental
Fonte: Imagem ilustrativa criada com auxílio de inteligência artificial.
Imagine uma mãe que não está apenas cuidando do bebê.
Ela também sabe:
- quantas fraldas restam;
- quando será a próxima consulta;
- qual roupa precisa lavar; o que falta comprar;
- quando será a próxima vacina;
- se o bebê mamou;
- como foi a última noite;
- onde está determinado documento;
- qual alimento precisa ser comprado;
- o que precisa ser levado para a consulta.
Isso é carga mental. Não é apenas fazer.
É lembrar que precisa ser feito.
É lembrar que precisa ser feito.
É antecipar.
Planejar.
Decidir. Conferir.
E lembrar novamente.
Por isso, existe uma diferença enorme entre o pai perguntar:
“O que você quer que eu faça?”
e dizer:
“Eu vou cuidar das compras esta semana.”
No primeiro caso, a mãe continua sendo a gerente.
No segundo, uma parte da responsabilidade realmente saiu da cabeça dela.
Essa talvez seja uma das mudanças de linguagem mais importantes do nosso blog.
Planejar.
Decidir. Conferir.
E lembrar novamente.
Por isso, existe uma diferença enorme entre o pai perguntar:
“O que você quer que eu faça?”
e dizer:
“Eu vou cuidar das compras esta semana.”
No primeiro caso, a mãe continua sendo a gerente.
No segundo, uma parte da responsabilidade realmente saiu da cabeça dela.
Pai, você não precisa “ajudar”
Essa talvez seja uma das mudanças de linguagem mais importantes do nosso blog.
O pai não deveria ser apresentado como alguém que “ajuda a mãe”.
Ele é pai.
O bebê também é responsabilidade dele.
Ele é pai.
O bebê também é responsabilidade dele.
A casa também é responsabilidade dele.
E a saúde da família também é responsabilidade dele.
Trocar uma fralda não é ajudar.
E a saúde da família também é responsabilidade dele.
Trocar uma fralda não é ajudar.
Dar banho não é ajudar.
Preparar comida não é ajudar.
Cuidar do bebê enquanto a mãe toma banho não é ajudar.
É participar da própria família.
E isso vale mesmo quando a mãe está amamentando exclusivamente. Talvez você não possa fazer a mamada.
Mas pode fazer quase todo o resto que acontece ao redor dela.
Existe uma armadilha comum.
Preparar comida não é ajudar.
Cuidar do bebê enquanto a mãe toma banho não é ajudar.
É participar da própria família.
E isso vale mesmo quando a mãe está amamentando exclusivamente. Talvez você não possa fazer a mamada.
Mas pode fazer quase todo o resto que acontece ao redor dela.
A diferença entre dividir tarefas e dividir responsabilidades
Existe uma armadilha comum.
O casal decide:
“Vamos dividir as tarefas.”
A mãe continua pensando em tudo. Ela diz:
“Vamos dividir as tarefas.”
A mãe continua pensando em tudo. Ela diz:
“Você pode comprar fraldas?”
“Você pode marcar o pediatra?”
“Você pode dar banho?”
“Você pode colocar a roupa para lavar?”
As tarefas foram divididas, mas a gestão continua concentrada em uma pessoa.
Uma divisão mais saudável acontece quando ambos conseguem assumir áreas inteiras. Por exemplo:
“As compras da casa são minha responsabilidade.”
Não significa apenas ir ao supermercado.
Significa perceber que determinado produto está acabando, organizar a lista e resolver.
“Você pode marcar o pediatra?”
“Você pode dar banho?”
“Você pode colocar a roupa para lavar?”
As tarefas foram divididas, mas a gestão continua concentrada em uma pessoa.
Uma divisão mais saudável acontece quando ambos conseguem assumir áreas inteiras. Por exemplo:
“As compras da casa são minha responsabilidade.”
Não significa apenas ir ao supermercado.
Significa perceber que determinado produto está acabando, organizar a lista e resolver.
Isso reduz a carga mental.
E então acontece aquilo que nenhum pai deseja:
o bebê fica doente.
Primeiro aparece uma coriza.
Quando a doença chega, a ansiedade aumenta
E então acontece aquilo que nenhum pai deseja:
o bebê fica doente.
Primeiro aparece uma coriza.
Depois uma tosse.
Talvez uma febre.
E aquela tranquilidade que já era difícil de manter desaparece.
Talvez uma febre.
E aquela tranquilidade que já era difícil de manter desaparece.
O pai e a mãe passam a observar cada respiração.
Cada mamada. Cada fralda.
Cada mudança de comportamento.
É justamente nesses momentos que a divisão de responsabilidades se torna ainda mais importante.
Um pode acompanhar o bebê.
O outro pode organizar as informações.
Um pode entrar em contato com o serviço de saúde. O outro pode cuidar da alimentação e da casa.
A doença do bebê não precisa se transformar também em uma doença da organização familiar.
Se houver sinais de dificuldade respiratória, recusa importante das mamadas, sonolência incomum ou piora do estado geral, procure avaliação médica.
E não tente diagnosticar sozinho pela internet.
São três horas da manhã.
Cada mamada. Cada fralda.
Cada mudança de comportamento.
É justamente nesses momentos que a divisão de responsabilidades se torna ainda mais importante.
Um pode acompanhar o bebê.
O outro pode organizar as informações.
Um pode entrar em contato com o serviço de saúde. O outro pode cuidar da alimentação e da casa.
A doença do bebê não precisa se transformar também em uma doença da organização familiar.
Se houver sinais de dificuldade respiratória, recusa importante das mamadas, sonolência incomum ou piora do estado geral, procure avaliação médica.
E não tente diagnosticar sozinho pela internet.
O primeiro grande teste do casal pode acontecer de madrugada
São três horas da manhã.
O bebê acordou.
A mãe está exausta.
A mãe está exausta.
O pai também.
E, naquele momento, uma pequena tarefa pode virar uma discussão enorme.
E, naquele momento, uma pequena tarefa pode virar uma discussão enorme.
“Você não vai levantar?”
“Eu trabalho amanhã.”
“Eu também estou cansada.”
“Eu trabalho amanhã.”
“Eu também estou cansada.”
“Mas você está amamentando.”
“E eu estou acordando toda hora.”
Não existe uma resposta universal para dividir a madrugada.
Não existe uma resposta universal para dividir a madrugada.
Cada família tem uma realidade.
Mas existe uma pergunta que pode ajudar:
“Como podemos dividir o descanso, e não apenas as tarefas?”
Se um dos dois precisa acordar para amamentar, o outro pode assumir a troca, o colo, a organização e outras tarefas.
Em outros momentos, pode proteger o período de sono da mãe.
Mas existe uma pergunta que pode ajudar:
“Como podemos dividir o descanso, e não apenas as tarefas?”
Se um dos dois precisa acordar para amamentar, o outro pode assumir a troca, o colo, a organização e outras tarefas.
Em outros momentos, pode proteger o período de sono da mãe.
O objetivo não é fazer uma conta matemática perfeita.
É evitar que uma pessoa fique permanentemente no vermelho.
Não interprete automaticamente como rejeição ao bebê.
É evitar que uma pessoa fique permanentemente no vermelho.
E quando a mãe diz que precisa de um tempo?
Não interprete automaticamente como rejeição ao bebê.
Talvez ela só esteja cansada.
Talvez queira tomar banho.
Talvez queira tomar banho.
Comer sem segurar uma criança.
Ficar quinze minutos sozinha.
Dormir.
Conversar com uma amiga. Sair de casa.
Ler alguma coisa.
Ou simplesmente ficar em silêncio.
Isso não faz dela uma mãe menos dedicada.
Uma pessoa não deixa de amar a família porque precisa de um intervalo.
Às vezes, quando falamos em autocuidado, criamos uma ideia impossível.
Dormir.
Conversar com uma amiga. Sair de casa.
Ler alguma coisa.
Ou simplesmente ficar em silêncio.
Isso não faz dela uma mãe menos dedicada.
Uma pessoa não deixa de amar a família porque precisa de um intervalo.
Autocuidado não precisa ser uma viagem ao spa
Às vezes, quando falamos em autocuidado, criamos uma ideia impossível.
“Reserve um dia para você.”
Mas quem vai cuidar do bebê?
Por isso, no puerpério, autocuidado pode ser muito menor.
Mas quem vai cuidar do bebê?
Por isso, no puerpério, autocuidado pode ser muito menor.
Um banho tranquilo.
Uma refeição quente.
Uma refeição quente.
Dez minutos ao sol.
Uma caminhada curta.
Uma noite em que alguém assume o bebê para você dormir.
Uma noite em que alguém assume o bebê para você dormir.
Uma conversa com alguém de confiança.
Uma consulta que você estava adiando.
Uma consulta que você estava adiando.
Pequenas coisas podem fazer diferença.
Descanso também é cuidado.
Existe uma coisa importante que às vezes esquecemos.
E o pai? Ele também pode estar se sentindo perdido
Existe uma coisa importante que às vezes esquecemos.
O pai também está passando por uma transformação.
Ele pode estar assustado.
Pode estar preocupado com dinheiro.
Ele pode estar assustado.
Pode estar preocupado com dinheiro.
Pode estar dormindo pouco.
Pode estar tentando conciliar trabalho e família.
Pode estar tentando conciliar trabalho e família.
Pode sentir que precisa ser forte o tempo inteiro.
E pode não saber exatamente como ajudar.
Por isso, a solução não é criar uma disputa sobre quem está mais cansado.
Por isso, a solução não é criar uma disputa sobre quem está mais cansado.
É reconhecer:
Os dois estão atravessando uma mudança enorme.
O casal não precisa competir pelo título de quem sofre mais. Precisa descobrir como proteger um ao outro.
Existem momentos em que o cansaço ultrapassa aquilo que conseguimos administrar sozinhos.
Se você ou sua companheira estiverem constantemente desesperados, muito tristes, sem conseguir descansar mesmo quando existe oportunidade, sentindo-se incapazes de cuidar de si ou do bebê, ou apresentando pensamentos preocupantes, procure ajuda profissional.
Não espere chegar ao limite.
Os dois estão atravessando uma mudança enorme.
O casal não precisa competir pelo título de quem sofre mais. Precisa descobrir como proteger um ao outro.
Quando pedir ajuda deixa de ser opcional
Existem momentos em que o cansaço ultrapassa aquilo que conseguimos administrar sozinhos.
Se você ou sua companheira estiverem constantemente desesperados, muito tristes, sem conseguir descansar mesmo quando existe oportunidade, sentindo-se incapazes de cuidar de si ou do bebê, ou apresentando pensamentos preocupantes, procure ajuda profissional.
Não espere chegar ao limite.
Pedir ajuda não significa fracasso.
Significa reconhecer que algumas situações precisam de mais suporte.
Significa reconhecer que algumas situações precisam de mais suporte.
E isso também é uma forma de proteger o bebê.
Talvez essa seja uma das maiores mudanças de mentalidade que precisamos fazer.
A família precisa de uma rede, não de uma heroína
Talvez essa seja uma das maiores mudanças de mentalidade que precisamos fazer.
A mãe não precisa ser a heroína.
O pai também não.
A família precisa de uma rede.
O pai também não.
A família precisa de uma rede.
Pode ser a avó.
O avô.
O avô.
Uma irmã.
Um amigo.
Uma vizinha.
Uma vizinha.
Um profissional.
Alguém que possa preparar uma refeição.
Alguém que possa preparar uma refeição.
Segurar o bebê.
Buscar alguma coisa.
Buscar alguma coisa.
Acompanhar uma consulta.
Ou simplesmente ouvir:
“Eu sei que está difícil.”
Nem toda ajuda precisa resolver um problema.
Às vezes, ela só precisa diminuir o peso.
Talvez o problema nunca tenha sido o número três.
Talvez tenha sido imaginar que duas pessoas conseguiriam cuidar de uma terceira sem que nenhuma delas precisasse ser cuidada.
Um bebê precisa de muito.
Mas os adultos que cuidam dele também precisam.
“Eu sei que está difícil.”
Nem toda ajuda precisa resolver um problema.
Às vezes, ela só precisa diminuir o peso.
A conta começa a fechar quando ninguém precisa carregar tudo
Fonte: Imagem ilustrativa criada com auxílio de inteligência artificial.
Talvez o problema nunca tenha sido o número três.
Talvez tenha sido imaginar que duas pessoas conseguiriam cuidar de uma terceira sem que nenhuma delas precisasse ser cuidada.
Um bebê precisa de muito.
Mas os adultos que cuidam dele também precisam.
Precisam comer.
Dormir. Conversar.
Dormir. Conversar.
Descansar.
Ser ouvidos.
Ter momentos de silêncio.
Ter alguém para assumir uma parte do peso.
Por isso, quando alguém perguntar:
“Como está o bebê?”
talvez a próxima pergunta devesse ser:
“E vocês? Como estão?”
Porque a saúde de uma família não depende apenas de como o bebê está.
Depende também de como estão as pessoas que acordam todas as noites para cuidar dele.
Se hoje você está cansada, não significa que está fazendo tudo errado.
Se hoje você chorou, não significa que não ama seu filho.
“Como está o bebê?”
talvez a próxima pergunta devesse ser:
“E vocês? Como estão?”
Porque a saúde de uma família não depende apenas de como o bebê está.
Depende também de como estão as pessoas que acordam todas as noites para cuidar dele.
Um lembrete para quem está no meio do furacão
Se hoje você está cansada, não significa que está fazendo tudo errado.
Se hoje você chorou, não significa que não ama seu filho.
Se hoje pediu ajuda, não significa que é fraca.
Se hoje seu relacionamento não foi perfeito, não significa que acabou.
Se hoje seu relacionamento não foi perfeito, não significa que acabou.
Vocês estão aprendendo.
E aprender uma nova vida enquanto se dorme pouco não é fácil.
E aprender uma nova vida enquanto se dorme pouco não é fácil.
Então diminua a cobrança.
Divida o peso. Aceite ajuda.
Cuide de quem cuida.
Divida o peso. Aceite ajuda.
Cuide de quem cuida.
E lembre-se:
a família não precisa funcionar perfeitamente para funcionar bem.
a família não precisa funcionar perfeitamente para funcionar bem.
...
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação, diagnóstico ou acompanhamento realizado por profissionais de saúde.


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